quarta-feira, maio 04, 2005

Cinemanifesto

Tô pensando em fazer um manifesto cinematográfico, sabe como é, eu tenho que fingir que a faculdade de cinema serve pra alguma coisa. Mas então, resolvi virar radical. Contra o bom mocismo das formas, a favor dos palavrões. Quero um cinema raso, rápido, superficial. Sem roteiro hiper-desenvolvido, personagens hiper-profundos, planos hiper-pensados. Só com atores toscos e mulheres gostosas que aceitem fazer o teste do sofá e ficar nua em cena sem problema. E, principalmente, muito, muito humor. Que me perdoem os puristas, mas escracho é fundamental. Enfim, uma câmera na mão, uma idéia na cabeça, sujeira na boca e muita vontade no peito. Menos Walter Salles e mais Carlos Reichenbach. Sabe cinema marginal?

Por falar no Carlão, tá rolando uma mostra sensacional com quase toda a obra do cara no CCBB. Duas sessões por dia, seis e oito. Amanhã, as duas são raríssimas. Na primeira, um compêndio dos curtas do cineasta. Na segunda, uma versão inédita de Amor, Palavra Prostituta, com 10 minutos anteriormente cortados pela censura. Estudantes de cinema da Uff, principalmente, podem aproveitar essa bobagem de Universidade Aberta e correr pro cinema, é de graça. E se você não for estudante da Uff também não tem problema. Compra o cinepasse que é baratinho. Enfim, leitor(a), não tem desculpa para faltar. Tô te esperando lá amanhã. Não quero ir ao cinema sozinho novamente...

escrito ao som de Astor Piazzolla - Historia del Tango

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